Apresentando a Professora Mel Oliveira

Para começar, você pode se apresentar e contar um pouco sobre quem é a Mel Oliveira dentro e fora do Jiu-Jitsu?

Meu nome é Shaulah, mais conhecida como Mel Oliveira, professora de jiu-jitsu da Gracie Barra Icaraí. Dentro do Jiu-Jitsu eu sou a pessoa que está sempre em busca de melhorias como profissional para entregar o melhor aos meus alunos. Gosto de fazer cursos, participar de seminários e aulões específicos, sempre em busca de conhecimento pra oferecer o meu melhor. Fora do Jiu-Jitsu, eu sou alguém que valoriza muito minha família, meus amigos e meu crescimento pessoal. Gosto de manter o equilíbrio, cuidar de mim, aprender coisas novas e aproveitar os momentos simples ao lado das pessoas que eu amo. 

Você começou no Jiu-Jitsu incentivada pelo seu irmão. Como foi esse início e o que fez você se apaixonar pela arte suave?

Eu comecei no Jiu-Jitsu por influência do meu irmão, pq eu queria emagrecer e estava procurando uma atividade que me ajudasse nisso. Eu ainda não tinha muita noção do que o esporte realmente representava, mas desde os primeiros treinos já senti algo diferente.

O que me fez me apaixonar pela arte suave foi justamente essa mistura de desafio físico e mental. Cada treino era uma superação, e eu comecei a perceber minha evolução não só no corpo, mas também na confiança e na disciplina. Além disso, o ambiente do Jiu-Jitsu, a conexão com as pessoas e a sensação de pertencimento fizeram toda a diferença.

Com o tempo, deixou de ser só um incentivo do meu irmão e passou a ser algo totalmente meu, uma paixão de verdade, que hoje faz parte de quem eu sou. Eu sou outra pessoa depois do Jiu-Jitsu. 

Você construiu toda a sua trajetória na Gracie Barra, desde a faixa branca. O que essa caminhada representa para você?

Construir toda a minha trajetória na GB desde a faixa branca, é como olhar pra minha própria história sendo escrita dentro do tatame. Eu não cresci só como atleta ali, eu cresci como pessoa. Foram anos de entrega e dedicação, de dias difíceis, de lágrimas que ninguém viu, de dúvidas, mas também de superação, de vitórias que vieram com muito esforço e de momentos que eu vou carregar pra sempre comigo.

Cada faixa que eu amarrei na cintura não foi só uma graduação, foi uma fase da minha vida, uma versão minha que ficou pra trás pra dar espaço pra alguém mais forte, mais madura e mais preparada.

A Gracie Barra não é só a equipe que eu represento, é onde eu aprendi a não desistir de mim, mesmo quando tudo parecia difícil. É onde eu entendi o que é persistência de verdade.

E é por isso que, quando eu entro no tatame hoje, eu não carrego só o meu nome, eu carrego toda a minha história.

A GRACIE Barra é uma família. 

Você começou a competir ainda na faixa branca. Como a competição entrou na sua vida e o que ela te ensinou ao longo dos anos?

A competição entrou como um desafio, mas rapidamente virou uma paixão. Ao longo dos anos, ela me ensinou muito mais do que lutar, me ensinou a lidar com pressão, a vencer e a perder, a ter disciplina e, principalmente, a confiar em mim mesmo nos momentos difíceis. 

Mas eu entendo que a competição não é todo mundo que gosta e isso não diminui em nada a trajetória da pessoa dentro do tatame. 

Seu currículo como atleta é bastante extenso e relevante. Entre tantas conquistas importantes, como o título de campeã brasileira com e sem kimono e o pódio no Europeu em Paris, quais momentos mais marcaram a sua trajetória competitiva?

A gente sempre aprende, independente do resultado. Mas um dos momentos mais marcantes da minha trajetória foi no Campeonato Brasileiro No-Gi de 2024.

Eu lutei três categorias acima do meu peso, e muita gente me chamou de maluca, afinal, eu estava enfrentando alguém muito mais pesada e, teoricamente, mais forte. E, pra deixar ainda mais desafiador, eu comecei a luta em uma posição muito difícil.

Mas eu não desisti. Lutei até o fim e consegui finalizar.

Essa luta representa muito pra mim, porque vai além do esporte. É sobre a vida. A gente não pode desistir antes do fim. Enquanto existe vida, existe esperança e a gente tem que lutar até o final.

Em que momento você percebeu que ensinar Jiu-Jitsu também faria parte da sua missão dentro do esporte?

Eu percebi que ensinar fazia parte da minha missão quando vi que eu podia impactar outras pessoas além das competições. Quando comecei a ajudar nos treinos e ver a evolução de quem estava ali, me enxergando como referência, algo virou em mim.

Ali eu entendi que o Jiu-Jitsu não era só sobre o que eu conquistava, mas sobre o que eu podia transformar na vida dos outros também. O Jiu-Jitsu na minha opinião é uma ferramenta de transformação social, mudou a minha vida pra melhor e eu gosto de poder ajudar as pessoas a tornarem suas vidas melhor através do Jiu-Jitsu. 

Você começou a dar aulas ainda na faixa roxa, com alunos kids. Como foi essa experiência? 

Foi uma experiência desafiadora e muito especial ao mesmo tempo. Começar a dar aula ainda na faixa roxa, principalmente para kids, me tirou bastante da zona de conforto.

Mas foi ali que eu aprendi muito sobre paciência, responsabilidade e comunicação. Ensinar crianças vai muito além da técnica, é sobre formar, inspirar e cuidar.

Essa fase teve um papel enorme na minha evolução, não só como professora, mas como pessoa também.

A participação das mulheres no Jiu-Jitsu tem crescido bastante nos últimos anos. Como você vê essa busca da mulher pelo esporte? 

Eu vejo esse crescimento como uma verdadeira mudança de mentalidade. A mulher está deixando de se limitar e começando a ocupar um espaço que sempre foi dela também.

O Jiu-Jitsu transforma. Ele fortalece o corpo, mas principalmente a mente. A mulher entra muitas vezes insegura e, com o tempo, se torna confiante, firme e consciente da própria força.

Não é só sobre lutar, é sobre se posicionar, se respeitar e não aceitar menos do que merece.

E o mais bonito é ver que isso não para no tatame. A mulher leva essa força pra vida. Hoje, a gente não está só participando do Jiu-Jitsu, a gente está fazendo história dentro dele.

Na sua visão, como o Jiu-Jitsu pode transformar a vida das mulheres, tanto no aspecto físico quanto emocional?

Na minha visão, o Jiu-Jitsu transforma a mulher de dentro pra fora.

No aspecto físico, ela se torna mais forte, mais resistente e mais confiante no próprio corpo. Mas a maior mudança acontece no emocional, ela aprende a lidar com medo, pressão, insegurança e começa a acreditar mais em si mesma.

O Jiu-Jitsu ensina a mulher a não se calar, a se posicionar, a se defender, não só no tatame, mas na vida.

É uma ferramenta de autoconhecimento e fortalecimento. Muitas vezes, a mulher entra buscando aprender a lutar e acaba descobrindo a própria força, algo que talvez ela nem soubesse que tinha. Isso é muito bonito de ver. 

Sua filha também pratica Jiu-Jitsu, como você acha que o esporte contribui para uma melhor conexão entre pais e filhos?

Ter minha filha no Jiu-Jitsu é algo que toca meu coração de um jeito diferente. Porque não é só sobre o esporte, é sobre viver tudo isso juntas.

A gente divide o mesmo tatame, os mesmos desafios, as mesmas conquistas  e isso cria uma conexão que vai muito além de mãe e filha, vira parceria, cumplicidade.

É emocionante ver ela evoluindo, enfrentando os medos dela, ganhando confiança e saber que, de alguma forma, eu faço parte disso.

O Jiu-Jitsu aproxima, fortalece e cria memórias que não tem preço. São momentos que a gente leva pra vida inteira.

No fim, é sobre formar uma pessoa forte e poder estar ao lado dela em cada passo não tem preço. Jiu-Jitsu salva.

Para encerrar nossa entrevista, quem é Mel Oliveira fora do tatame? O que você gosta de fazer no seu tempo de lazer?

Fora do tatame, eu sou uma pessoa simples, que valoriza muito os momentos com a minha família e as pessoas que eu amo. Gosto de estar perto de quem me faz bem, dos meus amigos, de aproveitar o tempo com a minha filha e meu esposo e de viver esses momentos com presença.

No meu tempo de lazer, eu gosto de descansar, ir ao cinema, cuidar de mim, dar risada, estar em lugares tranquilos, coisas simples que me recarregam.

Porque, no fim, por mais que o Jiu-Jitsu seja uma parte muito grande da minha vida, são esses momentos fora dele que me equilibram e me dão força pra continuar todos os dias.

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